Cassie Miki Stewart tinha pele clara, olhos castanhos, nariz
pequeno,
lábios finos, cílios longos, cabelo curto, era alta e magra.
lábios finos, cílios longos, cabelo curto, era alta e magra.
Em uma manhã de outono, as folhas estavam caindo e Cassie as
olhava da varanda,
nesta manhã de domingo pensava em como segunda chegaria e desanimava ao pensar
que haveria aula na manhã seguinte, também imaginava o que fazer neste dia que amanhecera tão calmo.
A menina então desceu as escadas e encheu uma xícara de chá, sentou em seu
sofá e pegou um livro que havia deixado pela metade, de longe ela escutou mais uma folha
ao vento, mas não ligou. Ela foi lendo seu livro e tomando o chá, quando se deu conta já
acabara de bebê-lo e estava a três paginas de ter lido todo o livro, assim a garota se levantou,
encheu seu copo novamente e retornou a se sentar, deu um gole na bebida e deixou escapar
um leve suspiro. Percebendo que não estava fazendo nada, ela resolveu caminhar, foi andando
até ver a porta da escola que freqüentava aberta, o que a fez pensar consigo mesma:
“A porta da escola aberta... de domingo“
Esse pensamento fez com que a menina ficasse curiosa, então entrou no edifício
e lá escutou a voz de uma moça que brigava com o diretor, chegou mais perto para
ouvir o que diziam e assim escutou:
- Mas senhor, eu tenho dinheiro para pagar a escola para o meu filho.
- A senhora disse que tem, mas para esse bimestre e para pagar os outros?
Então a mulher aumentou sua voz:
- Eu disse que eu tenho o dinheiro!
- Aposto que você está mentindo e abaixe o tom de voz quando falar comigo! –
respondeu gritando mais ainda-
- Isso é só porque sou negra, não é?
- Pode ser que seja e agora vá embora! Minha paciência já esgotara.
Então ela ouviu o ruído da porta se abrindo e correu para fora dali, escondendo
se atrás de uma arvore que havia por perto e pode ver que a tal pessoa que estava naquela
sala chorando.
A adolescente saiu irritada de lá, voltou para casa, e sentou em sua varanda, ainda era
cedo e por isso as estrelas não estavam no céu, ela olhava para o ambiente que agora não
parecia tão calmo, mas devia ser apenas porque ela estava brava.
A menina passou o dia todo atormentada pelo acontecimento que havia presenciado, precisava fazer algo. Contou a seus pais o que havia escutado e eles disseram para ela que não se preocupasse com os problemas dos outros e para que fosse dormir.
Cassie passou horas virando e se mexendo em sua cama, até que teve uma idéia e assim conseguiu adormecer.
Na manhã seguinte adolescente acordou feliz e motivada, estava apressada, por isso não tomou seu chá habitual. Colocou o uniforme e saiu correndo na rua, quase tropeçou, deu uma leve risada e continuou a correr.
A garota esperava inquieta a chegada de todos os colegas de classe, tendo eles lá, ela correu para frente da sala e pediu-lhes a atenção dizendo:
- Fui testemunha de um racismo, do diretor com uma moça, ele não quis deixar o filha dela entrar aqui, pois ele é negro! Acho que devemos fazer um movimento para que o moço que não foi aceito seja admitido nessa escola.
Então um menino perguntou:
- E o que temos a ver com isso?
- Gostaria que fosse com você? Eu sei que não!
- Mas não é comigo. – retrucou friamente-
Ela estava de bom humor e não queria perde-lo, então o ignorou e em tom de provocação perguntou se tinha ágüem com a mesma, metade da sala se levantou e a apoiou, com o passar do dia a ‘greve’ havia sido passada por muitas vozes e bocas e uma grande parte da escola concordava.
Naquela tarde, as pessoas que haviam concordado com a moça, se reuniram e combinaram que na manhã seguinte não entrariam no edifício e conspirariam contra a injustiça cometida.
Dito e feito, na manhã seguinte enquanto a iniciante do movimento chegara, pouco menos da metade dos alunos estava na porta protestando, passaram o dia dizendo que era errado o que João - o diretor- fez.
Até que quando deu se o parecer da noite, o homem a quem eram contra saiu e disse:
- Todos que tiverem com a Senhorita Stewart serão suspensos por uma semana e os pais serão avisados das calunias que vocês estão cometendo!
Terminando sua frase, ele entrou na escola novamente. Então metade dos alunos que ali estavam foram saindo e os que ainda restaram desanimaram e no fundo Cassie também se desanimou.
Foram dois dias de movimento e a cada dia haviam menos pessoas ajudando, por fim no terceiro dia haviam dez pessoas, esses os quais eram seus melhores amigos.
Novo dia começou e a “criança’ estava pronta para começar a protestar, quando avistou seus colegas na porta do colégio, todos sentados na escada e pareciam tristes. Ela perguntou porque eles estavam daquele jeito e bravos eles a ignoraram, até que uma menina gritou :
nesta manhã de domingo pensava em como segunda chegaria e desanimava ao pensar
que haveria aula na manhã seguinte, também imaginava o que fazer neste dia que amanhecera tão calmo.
A menina então desceu as escadas e encheu uma xícara de chá, sentou em seu
sofá e pegou um livro que havia deixado pela metade, de longe ela escutou mais uma folha
ao vento, mas não ligou. Ela foi lendo seu livro e tomando o chá, quando se deu conta já
acabara de bebê-lo e estava a três paginas de ter lido todo o livro, assim a garota se levantou,
encheu seu copo novamente e retornou a se sentar, deu um gole na bebida e deixou escapar
um leve suspiro. Percebendo que não estava fazendo nada, ela resolveu caminhar, foi andando
até ver a porta da escola que freqüentava aberta, o que a fez pensar consigo mesma:
“A porta da escola aberta... de domingo“
Esse pensamento fez com que a menina ficasse curiosa, então entrou no edifício
e lá escutou a voz de uma moça que brigava com o diretor, chegou mais perto para
ouvir o que diziam e assim escutou:
- Mas senhor, eu tenho dinheiro para pagar a escola para o meu filho.
- A senhora disse que tem, mas para esse bimestre e para pagar os outros?
Então a mulher aumentou sua voz:
- Eu disse que eu tenho o dinheiro!
- Aposto que você está mentindo e abaixe o tom de voz quando falar comigo! –
respondeu gritando mais ainda-
- Isso é só porque sou negra, não é?
- Pode ser que seja e agora vá embora! Minha paciência já esgotara.
Então ela ouviu o ruído da porta se abrindo e correu para fora dali, escondendo
se atrás de uma arvore que havia por perto e pode ver que a tal pessoa que estava naquela
sala chorando.
A adolescente saiu irritada de lá, voltou para casa, e sentou em sua varanda, ainda era
cedo e por isso as estrelas não estavam no céu, ela olhava para o ambiente que agora não
parecia tão calmo, mas devia ser apenas porque ela estava brava.
A menina passou o dia todo atormentada pelo acontecimento que havia presenciado, precisava fazer algo. Contou a seus pais o que havia escutado e eles disseram para ela que não se preocupasse com os problemas dos outros e para que fosse dormir.
Cassie passou horas virando e se mexendo em sua cama, até que teve uma idéia e assim conseguiu adormecer.
Na manhã seguinte adolescente acordou feliz e motivada, estava apressada, por isso não tomou seu chá habitual. Colocou o uniforme e saiu correndo na rua, quase tropeçou, deu uma leve risada e continuou a correr.
A garota esperava inquieta a chegada de todos os colegas de classe, tendo eles lá, ela correu para frente da sala e pediu-lhes a atenção dizendo:
- Fui testemunha de um racismo, do diretor com uma moça, ele não quis deixar o filha dela entrar aqui, pois ele é negro! Acho que devemos fazer um movimento para que o moço que não foi aceito seja admitido nessa escola.
Então um menino perguntou:
- E o que temos a ver com isso?
- Gostaria que fosse com você? Eu sei que não!
- Mas não é comigo. – retrucou friamente-
Ela estava de bom humor e não queria perde-lo, então o ignorou e em tom de provocação perguntou se tinha ágüem com a mesma, metade da sala se levantou e a apoiou, com o passar do dia a ‘greve’ havia sido passada por muitas vozes e bocas e uma grande parte da escola concordava.
Naquela tarde, as pessoas que haviam concordado com a moça, se reuniram e combinaram que na manhã seguinte não entrariam no edifício e conspirariam contra a injustiça cometida.
Dito e feito, na manhã seguinte enquanto a iniciante do movimento chegara, pouco menos da metade dos alunos estava na porta protestando, passaram o dia dizendo que era errado o que João - o diretor- fez.
Até que quando deu se o parecer da noite, o homem a quem eram contra saiu e disse:
- Todos que tiverem com a Senhorita Stewart serão suspensos por uma semana e os pais serão avisados das calunias que vocês estão cometendo!
Terminando sua frase, ele entrou na escola novamente. Então metade dos alunos que ali estavam foram saindo e os que ainda restaram desanimaram e no fundo Cassie também se desanimou.
Foram dois dias de movimento e a cada dia haviam menos pessoas ajudando, por fim no terceiro dia haviam dez pessoas, esses os quais eram seus melhores amigos.
Novo dia começou e a “criança’ estava pronta para começar a protestar, quando avistou seus colegas na porta do colégio, todos sentados na escada e pareciam tristes. Ela perguntou porque eles estavam daquele jeito e bravos eles a ignoraram, até que uma menina gritou :
- Saia daqui! Por sua causa estamos suspensos, a minha mãe
vai me matar!
Então a protestante voltou para casa, enfiou-se debaixo da
cama e pôs-se a chorar,passou três dias de seu castigo sem fazer nada, sem falar
com ninguém, era apenas ela, sozinha.
Até que no quarto dia, a jovem resolveu falar com seus pais,
explicou de novo suas causas, houve um momento de silencio, até que esse
quebrou-se por sua mãe:
- Filha, você está mesmo levando essa coisa a serio, não é ?
- É importante para mim!
- Percebe-se, esse é seu primeiro castigo.
- Sobre isso ...
Antes que terminasse de falar, seus pais não deixaram a
terminar seu pensamento e disseram:
- Se é isso mesmo que você quer, te apoiamos ao Maximo.
Esta conversa motivou-a mesmo, foi assim que no quarto dia, a
‘rebelde’ apareceu em frente ao prédio de ensino, com uma placa enorme e
gritando que os direitos serviam para todos!
Questionava também que se o mulato fosse proibido de entrar
na escola, porque só ele não poderia entrar, e qualquer outro menos afortunado
de cor mais clara poderia ?
Então seu protesto finalmente alcançou João, que a ameaçou
com as seguintes palavras:
- Não se preocupe, Jack -o menino injustiçado- não será o
único a não entrar, se continuar com essa besteira, irá com ele!
E a resposta dela foi uma surpresa enorme:
- JUSTIÇA! - gritou ela decidida-
Jornais ficaram sabendo do protesto e entraram nele, até os
encarregados das leis de direitos humanos a apoiaram.
Era uma verdadeira multidão comandada por uma adolescente de
apenas 16 anos e o caso ficou ainda maior quando uma cantora famoisa fez uma
música defendendo os negros.
A situação do lugar de ensino estava mal, os pais ligavam
para reclamar e havia muitos pais que queriam tirar os seus filhos de lá.
Até que certo dia em que todos estavam protestando, enquanto
os alunos tinham aula, o colégio tomou uma decisão, tirou todos de suas aulas e
os levaram para fora, com grande expectativa no ar o dono da escola, chamado
pela ajuda do diretor, deu a noticia de que o negro que foi descriminado
poderia estudar naquele lugar.
Todos aplaudiam Cassie por sua coragem, por não desistir,
trouxe a uma família sua condição de gente de volta!
Um ABRAÇO ...
Lie
Uehara Inouhe
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